segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Modismo linguísticos - Enfim: no começo ou no fim?

Descrição da imagem: o desenho de uma língua bem vermelha, símbolo do Rolling Stones.


Enfim, este é apenas o começo de um parágrafo, ou melhor, de um texto. Mas como dizer “enfim” tá na moda, já quis começar logo abafando!
É engraçado esse negócio de moda na língua falada, né não? E, a exemplo dos neologismos (como fiquei sabendo outro dia), acho que, se cair na desgraça da tal moda ir parar nos dicionário, aí fu..., vira “língua culta”.
Enfim, acho que nas minhas orações noturnas vou pedir: “Livrai-me, Deus, nosso senhor, enfim, dos modismos lingüísticos dicionarizados”.
Já foi bola da vez “a nível de”, vocês lembram? (Pra não dizer que blog não é cultura, enfim, repasso a informação: não é bom ficar usando em demasia a expressão, mas, enfim, se não tiver jeito, o correto é “em nível de”). Outra mania (mas que não chegou a virar moda, graças a Deus!) é “à princípio” (com a heresia, enfim, de se colocar uma crase!). Neste caso, o correto também leva o “em”, ou seja, em princípio. E jamais se coloca crase na frente de palavra masculina, enfim!
O que mais? Ah, enfim os famosíssimos e ainda demasiadamente utilizados pelo povo do telemarketing, sua majestade, o gerúndio!!!! Vamos estar citando o exemplos e vamos estar admitindo o erro e exagero que estamos cometendo para que nossos leitores estejam acompanhando a ideia que estamos querendo passar.
Enfim (agora sim!), chego ao fim desse meu ligeiro protesto contra o mau uso de nosso língua-pátria, para não cansar demais vossas senhorias.

Um abraço apertado




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

De volta!!!!!!

Descrição da imagem: eu estou sentada numa cadeira, em frente a uma mesa de bar, em pleno baile de Carnaval. Estou com um vestido longo branco, sem alças (tomara-que-caia), uma gravata preta brilhante, vários colares coloridos e chapéu preto com detalhes também brilhantes. Estou rindo, com as bochechas meio vermelhas e os braços levantados (estava dançando sentada).

Em total clima carnavalesco - apesar de estarmos já na Quaresma (mas Deus perdoa os puros de alma...) - estou de volta aqui neste querido blog.
Tenho até vergonha de contar porque sumi, mas vou contar (afinal, criei o blog para contar as coisas, não é mesmo?). Simplesmente, esqueci com qual endereço de e-mail eu tinha me cadastrado aqui no Blogger. Pode?

Quando criei este blog, tinha conta apenas no Yahoo. Depois, com o passar do tempo e os avanços tecnológicos, criei conta no Hotmail e no Gmail. Então, fiquei um tempo sem vir por aqui e, quando quis acessar de novo, me confundi toda porque na página de abertura (na hora de logar) vem o símbolo do Gmail. Assim, eu teimava em colocar meu endereço do Gmail. Bati cabeça, bati cabeça, bati cabeça (ainda bem que sou cabeçuda, kkkkk) e então as nuvens da burrice foram se fastando de meu cérebro já cansado - do alto de seus 55 anos - e começou a cair a ficha: se eu recebo os avisos de comentários postados aqui neste blog em meu endereço do Yahoo (pois continuava recebendo, mesmo sem postar), logo... ah! fez-se a luz: meu endereço de e-mail para me logar aqui no Blogger só poderia ser... tchan, tchan, tchan - Yahoo!!!!! (Vai ser burra assim na casa do ca...!!!!).

Pois então, caríssimos(as), eis-me aqui de volta, após esta longa e duradoura jornada no limbo da internet. Feliz da vida e com muitas novidades. Aguardem!!!

Saudações inclusivas!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dia Nacional de Luta e o direito ao trabalho



Descrição da imagem: na rua, o chão está pintado com o Símbolo Internacional de Acesso (desenho estilizado de uma pessoa numa cadeira de roda em branco com fundo azul) e várias pessoas andam sobre ele.


Por Vinícius Garcia


As pessoas com deficiência – aquelas com diferentes níveis de limitações físicas, sensoriais ou cognitivas – escolheram o dia 21 de setembro como o seu Dia Nacional de Luta pela Cidadania. O objetivo de marcar uma data no calendário para lembrar a todos que existimos e somos cidadãos – com direitos e deveres – é manifestar, todos os anos, que precisamos avançar na construção de uma sociedade inclusiva, que entenda as “diferenças” como parte da diversidade humana.

No passado não muito distante, as crianças que nasciam com algum tipo de limitação e as pessoas que adquiriam uma deficiência estavam condenadas a viver à margem da sociedade, limitando-se ao convívio e apoio familiar, vistas como incapazes, até mesmo como um “fardo” para suas famílias. Mal eram ouvidas, não tinham vontade própria e a sociedade, no máximo, lhes concedia benevolência e assistencialismo... pobres coitados!

Era “natural” que alguém nessas condições – com limitações das mais variadas – não precisasse ir à escola, frequentando, no máximo, instituições especializadas. Trabalhar então, nem pensar. Quase que automaticamente, quando alguém adquiria uma deficiência em função de um acidente de carro ou por arma de fogo, por exemplo, esta pessoa “se aposentava por invalidez”. Em função disso, nos dias atuais, parte das dificuldades das pessoas com deficiência em trabalhar formalmente se deve à baixa escolaridade média deste segmento e aos problemas da legislação trabalhista, pois só pode retornar ao mercado quem escolher abrir mão da aposentadoria.

Mas não é só isso. Neste Dia Nacional de Luta é preciso reafirmar que a maior parte das dificuldades das pessoas com deficiência está na sociedade, não nas limitações físicas, sensoriais ou cognitivas de cada um. Quando nos aproximarmos de um município verdadeiramente acessível – nos meios de transporte, nas ruas, calçadas e meios de comunicação -, quando tivermos serviços públicos verdadeiramente inclusivos na educação, saúde e outras áreas, quando os estereótipos e mitos ainda associados às pessoas com deficiência forem desfeitos, aí, sim, o direito legítimo e fundamental ao trabalho será respeitado para as pessoas com deficiência.

Em Campinas, temos avançado nesse processo e a organização social e política das próprias pessoas com deficiência contribui muito nesse sentido. Cada vez mais os gestores públicos percebem que não é possível esconder esse “problema”, ignorar as pessoas com deficiência. Mas ainda falta muito. Estimativas recentes revelam que apenas entre 10% e 15% das pessoas com deficiência, em idade ativa, estão trabalhando formalmente.

Portanto, precisamos continuar atuando na fiscalização da chamada “Lei de Cotas”, mas também, e principalmente, avançar na construção da sociedade inclusiva, eliminando barreiras físicas e de atitude que impedem o pleno exercício da cidadania pelas pessoas com deficiência.

Vinicius Garcia é economista, diretor da ONG CVI/Campinas e doutorando em Economia Social e do Trabalho na Unicamp

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MPF recomenda que Enem tenha tradutor de Libras

O Ministério Público Federal (MPF) do Mato Grosso do Sul recomendou que os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com deficiência auditiva tenham direito a um intérprete ou tradutor de Libras presente no momento da prova. Esse profissional precisa ter, obrigatoriamente, aprovação em exame de proficiência em Libras e nível superior.

Durante a prova de redação, o intérprete é encarregado por traduzir os símbolos da Libra comunicados pelo candidato para o português. Segundo o MPF, “atualmente a tradução de Libras para o português é prejudicada porque os profissionais não têm a devida habilitação”. Com isso, o desempenho do candidato no exame escrito fica comprometido.

A recomendação foi enviada ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que tem dez dias para se manifestar. Ela não tem valor de ordem judicial, mas deve ser observada para evitar futuras ações judiciais.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Exclusão às avessas: quem não tem deficiência não entra

Hoje, deparei com um release que diz o seguinte: " (...) estarão abertas as inscrições para os cursos gratuitos de Informática Básica, Alimente-se Bem e Telemarketing, destinados à deficientes visuais e físicos" (sic)*.

Chocada com o que acreditei ser um exemplo de exclusão inadmissível em tempos de inclusão social, fui procurar mais informações e entender do que se tratava.

Como dois desses cursos – Informática Básica e Telemarketing – estão sendo oferecidos pelo Senai de Americana (interior de SP), quem conversou comigo foi o Vinícius Martin, coordenador dos cursos técnicos daquela conceituada escola.Ele me explicou que o curso Informática Básica vai ensinar como usar as ferramentas (softwares) destinadas à leitura de tela, criadas para possibilitar o uso do computador por pessoas cegas. Portanto, o curso destina-se àqueles que necessitam usar essas ferramentas - os cegos.

Achei razoavelmente aceitável a explicação. Mas acredito que o release deveria deixar isso claro, informando algo do tipo: "Estão abertas inscrições para o curso de Informática Básica que vai habilitar o aluno ao uso de ferramentas de leitores de telas, usados por pessoas com deficiência visual". Dessa forma, inclusive, poderia surgir o interesse de alguém, que não fosse cego, de querer fazer o curso apenas para conhecer as ferramentas. Mas, tudo bem, isso foi um problema de redação e o Vinícius me explicou que a responsabilidade pelo release era da Secretaria de Promoção Social da prefeitura de Americana (atenção, pessoal da prefeitura de Americana!).

Sobre o segundo curso, Telemarketing, o que entendi pela explicação do Vinícius é que, até agora, o Senai de Americana ainda não oferecia esse curso, que passará a fazer parte da grade somente a partir desta primeira turma de pessoas com deficiência visual que aprenderá a Informática Básica. "Como já temos muitos inscritos – todos com deficiência visual – e temos uma limitação de espaço, resolvemos oferecer esse segundo curso apenas para os que já estão inscritos do primeiro curso", alegou Vinícius.

Sinceramente, continuo achando isso um pouco estranho e completamente na contramão da história de conquistas dos direitos da pessoa com deficiência, que repudia a segregação.

O estranho é que esse curso de Telemarketing está aberto, também, a pessoas com deficiência física – que, a priori, não fizeram o primeiro curso, o de Informática Básica. Pois bem, se outras pessoas, além dos cegos, podem ser inseridas nessa turma, por que não também outros sem deficiência ou com outras deficiências (surdos, autistas, pessoas com síndrome de Down etc.)?

Resumo da ópera: na era da inclusão, quando acabamos de conquistar uma de nossas maiores vitórias, que é a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, da ONU – da qual o Brasil não apenas é signatário como também deu status de lei à tal Convenção – não se pode mais admitir qualquer tipo de isolamento, segregacionismo ou criação de guetos para as pessoas com deficiência.

No caso em pauta, se poderia simplesmente informar: "Senai oferece curso para aprendizado de softwares destinados a cegos". Quem quisesse fazer o curso (cegos ou não) que fizesse! E, em seguida, deveria ser aberto o curso de Telemarketing PARA TODOS. No máximo, se poderia reservar uma porcentagem das vagas de tal curso para as pessoas com deficiência visual de tenham feito o primeiro curso – de aprendizado dos softwares – que, por ventura, tivessem mais dificuldade de dar continuidade aos estudos profissionalizantes.

Portanto, caro Vinícius, fica aqui minha humilde sugestão para que o Senai de Americana entre, de fato, na nossa era da inclusão total e irrestrita (que, aliás, já chega tarde demais...).

* A saber: encontra-se dois erros nesta frase "à deficientes físicos": 1- não tem crase;2- a terminologia correta é "a pessoas com deficiência física"

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Home office - Incomunicabilidade

Descrição da imagem: na foto, se vê, em primeiro plano, um homem sentado na areia da praia, de costas; em segundo plano, mais longe, uma mulher também de costas e sentada na areia, na beira do mar. Ambos estão em trajes de banho. Na foto, vê-se, ainda, a areia da praia, alguns pertences do casal (mochila, esteira, sapatos), o mar ao fundo com um tom prateado por causa do reflexo do sol e, ao fundo, um veleiro.
(Fonte: Google imagens)

Pronto, descobri!
No quarto dia de trabalho em sistema home office (trabalho em casa), descobri a primeira desvantagem: a incomunicabilidade!
Não estar no ambiente de trabalho nos dá uma invisibilidade natural, mesmo que estejamos conectados(as) via internet full time. Talvez a rotina, a correria e tantas outras demandas que ocorrem no espaço físico absorvam totalmente os colegas de trabalho e nosso apelo, via e-mail, é, naturalmente, desconsiderado.
Envio vários e-mails durante o período de trabalho que são sumariamente ignorados pela minha equipe de trabalho. Fico a ver navios (para usar uma expressão que tenha algo a ver com a foto acima)...
Ainda bem que insegurança não é o meu forte, senão já tinha entrado em depressão, achando que é algo pessoal.
Na verdade, ainda não sei explicar muito bem esse fenômeno (da falta de respostas), mas estou buscando.
Tenho o saudável hábito de dar um alô na hora que "entro" no trabalho – ou seja, inicio a conexão via internet para realizar os trabalho para empresa – e de dar um "tchau", do tipo "câmbio, desligo", quando o serviço acaba. Mas, do lado de lá, nada acontece, é um silêncio total e absoluto!
Hoje, fiquei um pouco de saco cheio (tanto, que estou desabafando por aqui) e me desliguei – na hora previamente combinada com a "chefia" – sem dar tchau... Será que alguém sentirá minha falta? Será que estarão contando comigo para alguma coisa e eu vou decepcioná-los? Nossa, que bom que isso acontecesse e eu pudesse, só por alguns segundos, sentir que sou importante para o bom desempenho do trabalho em equipe...
Como diriam nossos irmãos portugueses e ibérico: "vamos a ver...".
Beijo nas crianças!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Home office - Ressaca


Descrição da imagem: um cachorro gordinho dorme relaxamente em uma cadeira do tipo espreguiçadeira. Ele está de chapéu e tênis. Ao lado, um caixote faz o papel de uma mesinha e sobre ele está um copo com um líquido que parece pinga ou uísque.
(Fonte: Google imagens)

Lá se foi a minha proposta de escrever esses relatos em tempo real!!! Não consegui! Mas continuarei escrevendo, falando do que se passou.
No segundo dia de minha experiência de trabalho em casa (home office), acordei de ressaca. Claro! Quem me conhece, sabe que eu não deixaria passar um grande acontecimento em minha vida sem uma boa comemoração...
Sendo assim, no final do primeiro dia de trabalho em casa, bebi uma garrafa interia de um ótimo vinho sul-africano - presente do meu sobrinho.
O vinho é ótimo, mas uma garrafa inteira acabou comigo no dia seguinte. Minha cabeça estava do tamanho do mundo e o corpo insistia em não querer se mover.
Trabalhei, é óbvio, mas só Deus sabe com que sacrifício. Tanto, que não consegui nem atualizar este blog aqui.
Portanto, vamos deixar esse segundo dia de home office passar em branco, pois não vou conseguir falar do trabalho, que acabou saindo automaticamente.
Grata pela compreensão!
x x x
Feriadão

Agora (hoje), estamos em pleno feriadão de 7 de Setembro e estou aqui no micro apenas por lazer.
Acabo de chegar do Rio de Janeiro, para onde fui no sábado (4/09) e voltei ontem.
Estava participando de um evento promovido pelo Ministério da Cultura chamado Encontro da Diversidade - Independência da Cultura, do qual participaram cerca de 4 mil pessoas. A proposta é maravilhosa: reunir todas as "tribos", entre elas povos indígenas, ciganos, movimento negro, GLBTT, pessoas com deficiência (na qual me enquadro), população ribeirinha etc. etc. Mas houve falhas enormes na organização - problemas com hospedagem, com horários de voos, com translados - o que acabou "manchando" um evento que tinha tudo para ser um sucesso.
Mas deu aproveitar, sobretudo pela possibilidade de fazer contato direto e pessoal com culturas tão diversas. Tenho certeza que renderá projetos futuros e novas frentes de atuação cultural.
Hoje, 7 de setembro, estou por aqui apenas para relaxar. Amanhã, retorno ao trabalho!
Até!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Home office - O primeiro dia


Descrição da imagem: um cachorrão, com as patas exageradamente compridas, dorme plácida e relaxadamente em uma poltrona. (Fonte: Google imagens)

1º DIA
Fiquei tão encantada de estar trabalhando na minha casa*, no meu quarto, que não saí da frente do computador nem pra comer. A sensação de conforto e segurança é maravilhosa!
As principais vantagens são:
1- ficar descalça o dia todo;
2- colocar aquela musiquinha gostosa – que tem tudo a ver com você - de fundo, embalando o trabalho;
3- poder, de vez em quando, olhar de soslaio os cerca de 20 quadros (telas, fotos, desenhos) que tenho pendurados pela parede do meu quarto;
4- ver minha gata e minha cachorra estendidas na cama, dormindo o sono dos justos e inocentes, uma imagem que sempre me enternece;
5- sessão banheiro:
5.1 - estar a 18 passos (literalmente) do banheiro;
5.2 - ter o papel higiênico que eu gosto;
5.3 - sentir aquele perfume no ar escolhido por mim;
5.4 - higiene, limpeza e arrumação por conta das mãos mágicas da Maria (minha assistente pessoal);
5.5 - ter todas as adaptações que eu necessito (barra de apoio, banquinho)
6- … e já que estamos na seara da intimidade, é preciso deixar registrado: que delícia poder vestir aquela calcinha um pouco mais antiga, que não aperta da cintura!
As desvantagens são:
1- …
Desculpem, mas por ora não consigo enumerar nenhuma! Mas, afinal, estamos apenas no primeiro dia... Vamos ver o que o futuro nos reserva!
Até amanhã!

* Por um acordo com a empresa jornalística da qual sou funcionária há quase 20 anos (entrei em 1991), a partir de hoje passei a trabalhar na minha casa e mudei de função: vou trabalhar com a web, alimentando de notícias o site da empresa, Cosmo on Line. Esta era uma reivindicação minha já de há algum tempo, pois tem sido cada vez mais difícil - por causa de minha deficiência, aliada à idade e péssimo condicionamento físico (odeio exercícios!) - me locomover e sair de casa com frequência, assim como passar cerca de 8 horas fora de casa diariamente.
O objetivo da criação deste "Diário de bordo" é registrar o dia a dia desta experiência de trabalho em casa (home office) para, daqui há algum tempo, fazer um balanço das perdas e ganhos.
Está dada a largada!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Crime contra entidade de DH em Manaus

MANIFESTO DE REPÚDIO

O Conselho Nacional dos Centros de Vida Independente - CVI-Brasil, por meio do seu Conselho Diretor, vem a público manifestar o seu repúdio e perplexidade diante do brutal crime ocorrido contra o Centro de Vida Independente do Amazonas (CVI-AM) e especialmente contra o seu presidente, Ronaldo André Brasil - pessoa com deficiência física -, que levou três tiros.
Esperamos que as autoridades competentes façam uma criteriosa investigação e punam os culpados.
O CVI-Brasil expressa sua solidariedade à família de Ronaldo André e a todos os integrantes do CVI-AM, lamentando profundamente o ocorrido.

Sobre os Centros de Vida Independente
Os Centros de Vida Independente (CVIs) são organizações não-governamentais de defesa dos Direitos Humanos com foco na autonomia e emponderamento da pessoa com deficiência.
A Filosofia de Vida Independente foi criada nos Estados Unidos na década de 70 do século passado. Nasceu, então, o Movimento de Vida Independente e os CVIs se proliferaram pelo mundo, tendo entidades em vários países da Europa e América Latina, além dos EUA. No Brasil, existem atualmente cerca de 15 CVIs.
O CVI-AM foi criado em 2005 com apoio do CVI-Brasil.
O conceito de Vida Independente é hoje reconhecido e respeitado internacionalmente já que é parte integrante da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência das Nações Unidas (ONU).

Katia Fonseca
Presidente do CVI-Brasil
katiaf1956@gmail.com
cvibrasil_institucional_2009@yahoogrupos.com.br

segunda-feira, 10 de maio de 2010

'Novela' da acessibilidade está só no início


Descrição da imagem: a atriz Aline Morais, que interpreta Luciana, na novela global Viver a Vida, tetraplégica, está em sua cadeira de rodas, sorridente.


Viver a Vida está acabando. Mas uma outra novela está só no início: o respeito aos direitos das pessoas com deficiência! É uma luta diária para que essas pessoas possam executar as tarefas mais simples do dia a dia, como ir ao banheiro, por exemplo. Raríssimos estabelecimentos de uso coletivo contam com banheiros adaptados (apesar de já ser obrigatório por lei, como reza o Decreto Federal 5.296, de 2004).
A novela global cumpriu papel importantíssimo para a sociedade brasileira: ser vitrine das agruras por que passam a parcela da população que vive com algum tipo de deficiência, seja ela provisória ou definitiva. São milhares de pessoas!
A quem critique a novela dizendo que ela retratou situações ideais e que a maioria das pessoas com deficiência não tem a vida boa de Luciana (muito bem interpreta por Aline Morais). Afinal, a moçoila, além de ser linda, tem várias atendentes – uma auxiliar para o dia a dia, fonoaudióloga e fisioterapeuta em domicílio –, motorista, tecnologia assistiva para poder usar computador ou talheres etc.
Não sejamos ingênuos: televisão é entretenimento e ninguém vai dar audiência a uma história que só mostra desgraças, dificuldades e contratempos. É isso mesmo, Luciana, tetraplégica, vive no bem bom (diferentemente de outras muitas pessoas em iguais condições físicas, que são pobres). No entanto, o mais importante foi mostrado: que pessoas vivendo com tetraplegia podem, devem e merecem ser felizes. Tecnologia e outros meios (como medicamentos, apoios psicoterápicos etc.) para isso existem.


(Publicado no jornal Correio Popular de 9/5/2010)