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sábado, 23 de maio de 2009

Gosto de infância


Eu me lembro, eu me lembro, era pequena...

Ontem eu acordei com gosto de infância na boca. Lembrei-me de várias coisas e de quanto eu era feliz. Imediatamente, veio à minha mente uma poesia que eu recitava – ensinada por meu pai (um poeta nato) – e que fazia o maior sucesso, em todos os lugares (festas da escola, aniversários da família ou um simples chá da tarde de senhoras).

Então, para resgatar esse momento fugidio, de saudades da infância, reproduzo abaixo a poesia responsável por alguns momentos de glória nessa minha jornada pela Terra.


Eu me lembro! Eu me lembro! Era pequeno

E brincava na praia; o mar bramia

E, erguendo o dorso altivo, sacudia,

A branca espuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento

“Que dura orquestra! Que furor insano!

Que pode haver de maior do que o oceano

Ou que seja mais forte do que o vento?”

Minha mãe a sorrir, olhou pros céus

E respondeu: - Um ser que nós não vemos,

É maior do que o mar que nós tememos,

Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.

(Casimiro de Abreu)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Bate-papo a cerca da felicidade

Ei você! Dá para entender quando eu digo que ter coragem não quer dizer não ter medo? E se eu disser que dá para a gente ser independente mesmo precisando das outras pessoas, isso é compreensível para você? Se essas aparentes contradições não lhe assustam, então você consegue entender que um projeto de vida feliz inclui, necessariamente, o sofrimento, não?
Quando estamos para chegar a esse mundo, muito provavelmente recebemos um script. Mas é apenas um ponto de partida. Tal script pode ser incorporado ou renegado no decorrer da vida. Sendo assim, alguns recebem o script intitulado "Tenho de so-frer". Outros, o oposto: "Tenho de ser feliz". E entre esses dois extremos, há uma enorme variação de scripts, como "Tô nem aí com o mundo", "Minha hora há de chegar", "Primeiro eu, depois eu e, em seguida, eu", "Tô esperando acontecer", "Quando der eu vou", entre inúmeros outros. Esses scripts vagueiam numa espécie de limbo existencial, entre o ser ou não ser feliz. Às vezes se é, outras não e qualquer um desses estados (feliz ou infeliz) permanecem por muito pouco tempo.
Bem, mas antes que você durma com esse meu "papo de aranha", voltemos ao ponto inicial dessa nossa conversa: os scripts que nos conduzem, num primeiro momento, à felicidade ou infelicidade. O que eu quero dizer é que ninguém está condenado a nada. Nem mesmo a não estar condenado a nada, se é que você me entende... E como essa vida é muito doida, maravilhosa e surpreendente, o fato de incorporarmos o script "Tenho de sofrer" é justamente o que trará uma suposta felicidade. Está confuso?
Tenho para mim que incorporei o script "Tenho de ser feliz" e, como já disse, isso não me poupou (e continua não me poupando) de nenhum sofrimento. Mas sempre tento contornar, andar em volta, perscrutar caminhos alternativos, buscando a toca em que está escondida a tal felicidade a que me propus (ou que me propuseram, no caso de haver um ser superior que reja nossos destinos), lá no início de tudo, antes de sermos pessoas. E, à medida em que cumpro essa meta – ou o script –, sinto-me feliz, em estado de pleno regozijo. É um momento mágico, único e acalentador, que aquece meu coração por muito tempo, dando-me forças para enfrentar os próximos sofrimentos (que virão, inexoravelmente, eles virão, sempre vêem...).
Pois bem, seguindo esse mesmo raciocínio, eu lhe digo que aquele que optou (será que pôde optar? Será que lhe foi imposto? Espero poder descobrir isso um dia, nem que seja na Eternidade...) pelo script "Tenho de sofrer" sente o mesmo regozijo ao conseguir cumpri-lo. Assim, existe dentro deste ser duas forças opostas, de igual intensidade: ele tem de sofrer, no entanto, sente-se extremamente feliz no sofrimento.
Aí pira, né?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uau!!!

Gente, estou superfeliz com o retorno de minha entrevista ao programa Provocações. Bati o recorde de comentários aqui no blog, vocês viram?


O meu obrigadíssima a todos(as), de coração.


Além dos comentários aqui no blog, também recebi muitas mensagens de incentivo e de carinho pelo meu e-mail. Aos poucos, vou colocando aqui no blog para dividir com vocês.


Por enquanto, fiquem com mais uma foto, que traduz minha felicidade e realização.

Descrição da foto: eu e Antonio Abujamra num abraço. Eu estou sentada e ele em pé, gesticulando. Nós dois estamos olhando para a câmera fotográfica.